quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dando início à carreira de MC, o rapper Impuro lança seu primeiro EP

Pedro Ivo Toledo do Nascimento, 25 anos, nascido e criado em Jundiaí, SP, está lançando seu primeiro EP, Vol. I. Com influências do rap contemporâneo norte-americano, de artistas que vão de Kanye West, Rick Ross a Tyler the Creator e A$ap Rocky.

O EP conta com dez faixas com vozes gravadas no Bimini Studio por Bruno dos Reis e Bruno Fornazza, mixagens no Studio Feito Sonoro e a masterização no Vibe Studio, por Bruno dos Reis. As batidas são fortes e as letras falam de modo explícito sobre assuntos pessoais e introspectivos. Cantando e falando do rap com maestria, Impuro mostra sua força e responde aos debates do mundo se comunicando com o máximo de pessoas, dentro e fora do rap.

O nome Impuro vem da ideia de que seu rap não é purista e não segue as supostas regras impostas pelo gênero. Soando de forma única, sentindo a emoção e a intenção de cada faixa, Impuro faz uma mistura de todas as suas influências e vivências, refletindo tudo isso em seu trabalho. “Busco levar ao público entretenimento e reflexão. Não tenho a intenção de usar minhas letras como forma de mudar algo, mas sim de dar outra opinião para as coisas que as pessoas têm como verdade absoluta, isso gera reflexão e o sentimento varia em cada música. Eu escrevo as letras por necessidade, amor, e é claro, prazer”, comenta o rapper.

O contato de Impuro com o rap começou na escola, aos 16 anos. Para alguns tarde, mas para ele o suficiente, pois teve tempo para estudar todas as vertentes desse estilo musical e formar a identidade das músicas que estão neste primeiro disco. Em 2009, ano em que começou a produzir seus beats e rimas, o oitavo beat produzido por ele foi selecionado para entrar em um disco virtual do MC Max B.O chamado “B.O Rock”, ainda não lançado.

Em 2011, ele teve a oportunidade de fazer uma mixtape para a rádio Metanol, comandada por Akin, um MC, DJ e produtor da cena de São Paulo, convidado por ele mesmo através do sound cloud, usando o nome Belthar, tirado do livro de Arnaldo Baptista, “Rebelde Entre os Rebeldes”.

Ainda em 2011, produziu um EP inteiro de um MC que usa o nome de Sopro Inverso, intitulado de “Sódio Primeiro”, algumas faixas para o amigo de Crew e MC Felipe Keels, uma parceria com um MC do Sul Zud Zilla e duas faixas com um artista da cena punk, chamado Carlos Dias (Againe, Albertinho dos Reys, Polara), nada lançado ainda.
Essas experiências deram força para Impuro seguir em frente e entrar na cena do rap agora com seu próprio EP.



(Release realizado no começo do mês de agosto  para o rapper Impuro)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Os benefícios e prazeres dos exercícios na vida do idoso



Atividades físicas mostram que além de beneficiar o corpo e a mente também podem ser prazerosas na vida dos idosos.

(Foto da página da matéria)
Aproveitar o máximo da vida é o que todos queremos, não é? A atividade física é uma das práticas que podem nos auxiliar neste objetivo. E quando esse treino se segue por toda a vida podemos garantir que ela seja muito mais longa e prazerosa.

Em qualquer idade o exercício físico contribui para uma melhor qualidade de 
vida, ajudando na saúde e liberação de substâncias químicas, como a endorfina, que regulam o humor e dão sensação de bem estar.

Os benefícios das atividades físicas valem tanto para os idosos quanto para os jovens, pois ajuda a manter uma vida longe dos perigos do sedentarismo. Mas com o amadurecimento ocorre a diminuição funcional natural que acontece com   o passar dos anos, a falta de exercício ocasiona a perda de massa muscular, nos deixando com menor agilidade, há também uma redução da capacidade cardiovascular, da força e flexibilidade.

Conforme envelhecemos, vemos as atividades físicas como uma maior obrigação devido a esses problemas de saúde. Porém esta prática está deixando de ser algo visto como obrigatório, mostrando que também é algo que traz muito prazer ao nosso corpo e mente.

“Sinto minha mente sendo “reciclada” enquanto pedalo, observo coisas que talvez não fossem percebidas por mim em outro momento e trago informações novas para minha cabeça.”, contou o aposentado João Chaves da Silva, 78 anos, que anda de bicicleta desde os 25.  João ainda garante que fazer um esporte que nos dá prazer, é uma ótima maneira de se trazer benefícios para nossa saúde.

Dona Leila Ruivo Palmer também é adepta deste pensamento. Desde criança ela busca estar sempre em movimento, já praticou vários esportes, entre eles natação e yoga. “Isso é tudo pra mim, não sei ficar sem fazer uma atividade. É algo que me ocupa, me renova. Estou com 87 anos e não me troco por treze meninas de 25!”, conta rindo.

O contrário acontece com a avó de Paulo Pires e ele nota a falta que isso faz no dia a dia dela: “Eu gostaria que minha avó fizesse dança ou algo do tipo, mas ela só faz tricô e bordado. Pelas dificuldades que ela já passou em questão de saúde, acredito que qualquer atividade que ela faça, seja uma boa oportunidade dela se livrar da rotina, se distrair, conhecer gente nova, sem contar que ajudaria para que ela se revigorasse, fisicamente e psicologicamente.”

Mantendo um ritmo de exercícios, se mantém também a autonomia e o aumento da autoestima, além do prazer da socialização. A fisioterapeuta, Mariana Schamas completa que “a vida social do idoso é mais limitada, por isso com uma atividade, principalmente em grupo, é algo motivante para a mente e o corpo dele.”

Matéria feita para a revista da campanha "Correndo Para Aquecer".

(foto por: Maria Paula Vieira)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Lar Nossa Senhora das Mercedes promove brechó beneficente


Além de roupas, estão a venda acessórios e eletrônicos; local abre toda semana

Não é legal chegar numa loja, se apaixonar por uma peça de roupa e se apaixonar ainda mais pelo preço dela? E saber que o dinheiro pago pela roupa vai ajudar alguém, então, é uma recompensa. E é isso que o Lar Nossa Senhora das Mercedes busca promover todas as terças e quartas-feiras, com um “brechó-bazar” beneficente.

Mas quem acha que lá só tem “roupa de senhora”, está muito enganado. Pode-se encontrar no brechó roupas de cama, mesa e banho, roupas casuais, acessórios e até eletrônicos. “O que vier a gente aceita!” comenta Maria Beatriz Lopes, 68 anos, que trabalhou como voluntária na rouparia do lar por 12 anos e há quatro anos atua no brechó.

Roupas de marcas famosas também podem ser encontradas, como peças da Daslu, Core, Fórum, Zoomp e muitas outras, sendo que algumas chegam até com a etiqueta. “Temos uma cliente que conta que suas amigas perguntam para ela ‘onde você compra essas roupas tão lindas? ’. Ela não conta, diz que é segredo!”, conta Maria Beatriz numa risada gostosa.

As peças vendidas têm preços baixos, pois todas são arrecadadas por meio de doações. Nas segundas-feiras, quatro voluntárias fazem a triagem das roupas e decidem os preços e o que será vendido.  “É um trabalho muito difícil, pois a gente recebe de tudo, as peças vêem de qualquer jeito e sem organização nenhuma.”, contou Lurdes Dedani, 68 anos, coordenadora do brechó.  Roupas rasgadas ou alguma peça com defeito são doadas para outros lugares, inclusive outros asilos, que as consertam e usam-nas da forma mais adequada.

Há também algumas “vendas extraordinárias” que acontecem quando outros brechós ou voluntárias compram peças e as revendem. “Temos como exemplo, uma voluntária que vende para uma senhora do Paraná que, então, revende as peças. Para esse tipo de ocasião, fazemos por um preço ainda mais baixo.” Maria Consulação Gonzáles, 72 anos, trabalha como voluntária no brechó há 4 anos. 

Para a divulgação, voluntários vão de casa em casa do bairro e distribuem panfletos convidando os moradores a participarem. As doações vêm de toda a região de São Caetano do Sul, muitos sancaetanenses contribuem para a realização deste projeto.

O brechó, que foi reformado há dois anos, para melhorar a acomodação dos produtos e atrair mais clientes, está aberto todas as terças e quartas das 13h30 às 16h30. Há também liquidações todo segundo sábado do mês, das 9h ao meio-dia. Encontra-se na Av.Kennedy, 3.301, bairro Santa Maria, São Caetano do Sul.

(Matéria feita com a participação de Tamires Camargo)

Primeira Praça de Exercícios do Idoso é entregue ao ABC

Foi entregue, pela Prefeitura de Santo André, por meio do Fundo Social de Solidariedade, no último dia 21/4, a primeira Praça de Exercícios do Idoso ao município de Santo André.  A praça, localizada no Parque Antônio Flaquer (Ipiranguinha), faz parte de um projeto que ainda prevê a implantação de outras praças como essa na cidade até o final do ano. Este é o primeiro projeto do gênero na região do ABC.

A Praça de Exercícios do Idoso é composta por seis aparelhos de ginástica que ajudam a fortalecer a musculatura, melhoraram o equilíbrio e o deslocamento, além da reabilitação motora. Além disso, “esses exercícios trazem melhor qualidade de vida, tanto na saúde, quanto na interação social dos idosos”, comenta a fisioterapeuta Camila Palmer, 23 anos. 

“A prática desses exercícios físicos também ajudam a regular problemas de saúde, como: pressão alta, diabetes, colesterol, memória e aliviar dores, como as causadas por artrite e artrose.", completa Camila.

Entre os aparelhos estão: Estação Barras Paralelas, Ergonometria, Rampa-Escada, Senta-Levanta. A Estação Reabilitação conta com dois equipamentos: a Placa Giratória e a Escada para Dedos.

O projeto, desenvolvido pelo Dr. Egídio Lima Dórea, foi planejado, sobretudo, para permitir a realização de exercícios físicos sem o olhar de um especialista. Porém em alguns dias da semana, durante os horários de maior uso dos equipamentos, haverá realizações de plantões para explicar aos idosos a utilização correta de cada estação.

Neste mês de maio, segundo informações da Prefeitura de Santo André, os plantões ocorrerão nos dias: 03, 15 e 28, na parte da manhã, e 09, 15, 23, 25, 30, 31, na parte da tarde. O período da manhã é a partir das 7h e o da tarde a partir das 17h.


 (matéria feita no começo de maio de 2012)

Sem hospital para traumas, ABC aposta em ampliação do Mário Covas


Casos de dengue caem 77% em Santo André


terça-feira, 12 de junho de 2012

Adolescentes sofrem agravamentos na saúde após a realização de tatuagens e piercings


Os problemas são diversos e a procura por médicos só ocorrem após as complicações

O adolescente passa por muitas fases de transições, nesse período é muito comum o desejo de fazer uma tatuagem ou colocar um piercing. Mas podem ocorrer problemas na saúde dos jovens quando essa vontade é realizada, especialmente infecções, de acordo com o CODEPPS (Coordenação de Desenvolvimento de Programas e Políticas de Saúde), é a razão de mais de 75% das procuras por serviços de saúde nesses casos.

Um significado especial ou uma simples moda, os motivos que levam os adolescentes a se submeterem ao risco são vários, assim como os problemas que podem ter. O local precário e com a falta de vigilância sanitária no Brasil agravam os problemas. Como a alergia da tinta da tatuagem, que pode começar com uma pequena vermelhidão no local ou uma coceira, em casos mais graves quando o material não é descartável, tanto nos procedimentos de tatuagens quanto os de piercings, existe o risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas como HIV e hepatites B e C, além da infecção no local de colocação.

“Esta infecção local pode acontecer em qualquer situação, mesmo quando as condições de higiene são boas, mas é óbvio que quando as condições de higiene são precárias e o indivíduo não tem cuidado com o piercing após a colocação o risco é maior. O piercing pode desencadear a formação de quelóides.”, Explica a Dra. Talita Poli Biason, 36 anos, Hebiatra da Clínica de Adolescência do Departamento de Pediatria- Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

A adolescente, Giulia Moretti, 19 anos, que mora em Santo André, fez sua primeira tatuagem com 14 anos, mesmo sabendo dos riscos que corria. A princípio a mãe dela negou, mas imaginava que era algo que a filha um dia pretenderia fazer. ”Quanto a problemas de alergia, entre outros, eu deixei bem claro que, se ela foi mulher suficiente pra burlar as minhas regras, ela teria que aguentar todo o resto.'', Simona Apolonio, 48 anos, mãe da jovem. Giulia tem oito tatuagens agora e não teve nenhum agravamento na saúde, “se eu tivesse tido algum problema, teria ido ao dermatologista pra fazer o teste de alergia antes e com certeza teria feito mais pra que não ocorresse algo.”, Afirma a adolescente.

Os jovens entendem os riscos que correm, mas por terem o pensamento comum de que nada vai acontecer com eles, o médico sempre deve orientá-lo e o trazer para a realidade. Quando não há problemas de saúde no indivíduo a preocupação se torna menor, mas os jovens com determinados problemas devem evitar o procedimento. Imunodepressão ou formação de quelóides, antecipadamente, são alguns dos problemas que podem agravar após o procedimento.

Quando vem o arrependimento

A adolescência também é marcada por mudanças, inclusive de pensamentos, e a tatuagem pode fazer parte desse processo. O que não sabem é da imensa dificuldade de retirada, são mais de dez sessões à laser, fora o custo altíssimo que não é coberto por planos de saúde ou pela rede pública de todo estado de São Paulo, incluindo a região do ABC.
Os riscos são maiores que os da aplicação porque em cada sessão da remoção poderá surgir complicações. Caso o paciente tenha psoríase, vitiligo, líquen ou lupus poderá surgir uma nova lesão dessa doença exatamente na área da tatuagem.”, afirma o Dr. Cid Yazigi Sabbag, Professor Adjunto de Dermatologia do Hospital Ipiranga. 

(Matéria feita em março de 2012)